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CBH Rio das Velhas celebra 20 anos de atuação durante a centésima Reunião do Comitê

A 100ª reunião de plenária do CBH Rio das Velhas foi realizada na tarde da sexta-feira, dia 29, no auditório da faculdade de medicina da UFMG, sede do Projeto Manuelzão.

Assessoria

A plenária, inserida na programação da Semana Rio das Velhas 2018, reuniu conselheiros, ex-presidentes, amigos do rio, ambientalistas e colaboradores que participaram ativamente da luta em prol da Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas ao longo desses vinte anos.

O presidente do Comitê, Marcus Vinícius Polignano, abriu a solenidade e convidou a todos para ouvir o hino nacional, cantado e tocado por Lívia Itaborahí e Oscar Castelhano. No canto seguinte eles deram o tom da ocasião ao emocionar a todos com a música O Sal da Terra.

Seguindo a pauta, O secretário do Comitê, Renato Constâncio, apresentou a ata da última reunião, que foi aprovada por unanimidade entre os conselheiros presentes. Marilia Melo, diretora-geral do IGAM (Instituto Mineiro de Gestão das Águas), falou sobre a representatividade do Comitê e a responsabilidade de gerir recursos hídricos ao se pensar um sistema que atenda aos anseios da sociedade. “Quando a gente olha para trás e faz uma avaliação da atuação dos diversos comitês mineiros, a gente vê como o Velhas fez esse papel.” Ela ainda ilustrou sua fala ao contar a história do taxista, que ao ouvi-la dizer que trabalhava com água,  perguntou se era no Manuelzão. Ela reconheceu o Projeto como referência por ter uma intensa e importante participação no processo das águas. Outra convidada a falar foi Célia Fróes, presidente da Agência Peixe Vivo. Célia falou sobre os desafios, riscos e dificuldades enfrentadas desde o inicio da agência e se posicionou otimista em relação à gestão hídrica. “Eu acredito que estamos no caminho certo. Embora tenha dificuldades, como o atual cenário do país, do estado, a questão econômica não favorecer muito, isso não vai nos impedir de avançar, de lutar pelo que que acreditamos.”

Na sequência, Polignano agradeceu a todos pelas importantes conquistas em cada pedacinho de chão cuidado por cada um. Seu discurso remeteu à história da luta travada pelo comitê, pelo Projeto Manuelzão e por todos que ajudaram a escrever essa história.  “Mesmo que eventualmente não tenhamos todas as vitórias, nunca perdemos a certeza da luta. Não deixamos de estar presentes, não nos omitimos, nunca deixamos de questionar, de cobrar o aquilo é verdadeiro. Nós não fazemos gestão de recursos hídricos, fazemos gestão de água. Gestão de água é gestão de gente, de nascentes, de cuidadores, de pessoas que tem carinho com as águas. As pessoas precisam amar e pertencer aos seus territórios! São eles, em ultima instância, que cuidam, defendem e preservam esses lugares. Então, o sentimento de  associar pertencimento com gestão hídrica, é fundamental. Não adianta só a gente ficar nos balanços hídricos, na matemática. Os instrumentos são importantes, mas não bastam se não houver a consciência de que mais importantes do que os instrumentos,  é a possibilidade de manter os rios vivos, os rios sadios, os rios com água.” Ele finalizou sua fala convidando todos  para assistir um vídeo sobre a nascente do Rio das Velhas.

A plenária seguiu o curso em caráter comemorativo, recebendo em pessoa, a coadjuvante do vídeo apresentado, a ativista ouropretana Efigênia Santos Gomes, conhecida por Efigênia Carabina. Ela participou do momento por meio da sua voz em canto e em luta. O professor Polignano agradeceu mais uma vez a presença de todos e convidou ao palco, conselheiros, ambientalistas, equipes de mobilização e representantes de entidades para a entrega de uma Declaração Pública de Reconhecimento. O documento foi entregue às pessoas presentes que, de alguma forma contribuíram para que o CBH Velhas escrevesse sua historia até aqui. Em referência à programação da Semana Rio das Velhas 2018, o presidente da casa contou ao público como foi o Comitê Jovem: Águas do Onça, encontro realizado no dia anterior, com estudantes e educadores, voltado para a educação ambiental. Ele aproveitou pra salientar a importância da educação ambiental, a formação de gerações de pessoas conscientes e melhor preparadas, a renovação de pessoas na luta.  

Dando continuidade à programação, os três ex-presidentes do Comitê, Paulo Maciel, Apolo Lisboa, Rogério Sepúlveda e o atual, Marcus Vinícius Polignano, receberam Rômulo Perili, da Copasa, Wagner Soares da Fiemg, o prefeito de Jequitibá, Humberto Reis, Ronald Guerra, da UTE Nascentes, e a ativista ambiental Maria Teresa Corujo em uma roda de conversa para falar sobre a história, as conquistas e os desafios do CBH Rio das Velhas. Paulo Maciel relembrou acontecimentos do inicio do Comitê e contou bons casos. O segundo Presidente e idealizador do Projeto Manuelzão, Apolo Lisboa manifestou preocupação com a situação do meio ambiente no Brasil, falou de política ao dizer que “para salvar nossos rios e matas, nós temos que eleger um novo país! É impossível revitalizar  os rios do Brasil se não mudarmos a política do país profundamente. Não sou contra o capitalismo, sou contra a corrupção, as más práticas”. A prosa foi animada e todos puderam  manifestar conforme seus sentimentos, posicionamentos e crenças.

Ao final, cada participante foi convidado e escrever um desejo em um pequeno pedaço de papel e coloca-lo dentro de uma garrafa para ser aberta daqui a dez anos. Todos foram presenteados com um mimo em forma de mini garrafinha de água da nascente do Rio das Velhas, benzida por dona Efigênia.

 


Por: Assessoria de comunicação

Publicado em: 02/07/2018