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Degradação ambiental também pode estar relacionada ao surto de Febre Amarela

Evidências científicas também dão a entender que florestas saudáveis, com elevada biodiversidade, dificultariam a proliferação dos vírus. Embora o surto não deixe de ocorrer.

Assessoria

Doença infecciosa febril aguda, causada por um vírus transmitido por mosquito, a febre amarela não é registrada em centros urbanos do Brasil desde a década de 1940, mas atualmente um surto acontece em todo o país e leva a população a se preocupar com a doença.

Muitos casos já foram registrados em Minas e segundo dados divulgados pela Secretaria Estadual de Saúde (SES- MG), o número de mortos (99) quase dobrou no período de um mês (eram 55), e, o mais grave, do total de mortes investigadas (105), apenas seis casos foram descartados, mostrando o alto grau de letalidade da doença.

Segundo a SES, o total de casos notificados de febre amarela no estado já chega a 1.063, com a confirmação de 260. Os técnicos informam que são 15 novas notificações em relação ao documento da semana anterior, que tinha 1.048 casos.

Até o momento, a doença já teve casos em 88 municípios mineiros, com confirmação em 46. Em relação ao último boletim, que apresentava 87 localidades, o município de Novo Oriente de Minas, no Vale do Mucuri, a 520 quilômetros de Belo Horizonte, aparece como novidade na lista. Ladainha, também no Vale do Mucuri, segue como município com maior número de mortes notificadas: são 21, com 14 confirmadas.

O retorno da febre amarela silvestre não é novidade. Nos últimos anos, casos isolados foram registrados nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul. A quantidade de afetados em Minas Gerais, no entanto, é maior.

De acordo com médicos da Faculdade de Medicina da UFMG, os principais sintomas são febre, calafrios, dor de cabeça, dores no corpo, fadiga, náuseas e vômitos. As manifestações clínicas incluem insuficiência hepática e renal, podendo evoluir para óbito.

Degradação ambiental

De acordo com ambientalistas do Manuelzão, uma das hipóteses é que o desmatamento ao longo dos anos deixou as espécies de macacos em fragmentos muito pequenos de florestas, o que traz diversos desdobramentos. Evidências científicas também dão a entender que florestas saudáveis, com elevada biodiversidade, dificultariam a proliferação dos vírus. Embora o surto não deixe de ocorrer, sua intensidade pode ser menor em um meio ambiente preservado.

Para eles, uma floresta onde há maior disponibilidade de frutos e sombras e onde não há poluição faz com que os macacos se desenvolvam mais saudáveis e sem estresses, com um sistema imunológico mais eficiente, oferecendo mais resistência à doença.

Macacos

É importante salientar, no entanto, que a transmissão não acontece do macaco para o homem, mas eles são hospedeiros do vírus, e os mosquitos ao picá-los transmitem ao homem. Em decorrência da morte de um macaco com febre amarela, levantou a dúvida de se o animal pode ou não transmitir a doença às pessoas. A resposta é negativa.

Para ambientalistas do Manuelzão, os animais representam apenas um alerta às autoridades quanto à incidência da doença em áreas silvestres, porque são vulneráveis ao vírus, e ajudam a elaborar ações de prevenção da doença em humanos.

Parques de BH

Como medida de prevenção, três parques em Belo Horizonte estão fechados. De acordo com a prefeitura, a interdição, por tempo indeterminado, dos parques Jacques Cousteau, na Região Oeste, das Mangabeiras e da Serra do Curral, ambos na Região Centro-Sul, tem o objetivo de evitar que o surto de febre amarela silvestre que o estado enfrenta chegue à capital, com casos autóctones, ou seja, aqueles contraídos dentro da própria cidade. A visitação também está suspensa no Mirante das Mangabeiras.


 
Qual o tratamento?

Segundo a Fiocruz, não há tratamento específico para a febre amarela. A vacinação continua sendo a principal medida de prevenção contra a doença, além do controle do vetor. Produzida pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz), a imunização é oferecida gratuitamente no Calendário Nacional de Vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS).

Como se prevenir

A prevenção contra a febre amarela se dá pela proteção contra a picada de mosquitos com o uso de repelentes e roupas protetoras e com o uso da vacina. A vacina é altamente eficaz e segura nos grupos indicados.  Crianças abaixo de 6 meses, gestantes e idosos acima de 65 anos, bem como indivíduos em tratamento ou com condições que levem a depressão da imunidade, não devem tomar a vacina ao menos que haja recomendação explícita do médico.

 


Por: Assessoria de comunicação

Publicado em: 18/01/2018