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Revitalização de cursos d'água

Experiências de países europeus, como a França (Rio Sena), mostram que a revitalização dos cursos d’água é a forma mais eficiente de permitir que ele integre o ambiente de maneira harmônica. O ciclo hidrológico é restabelecido, as plantas e animais voltam a habitar os cursos d’água e suas proximidades, nadar e pescar passam a ser atividades possíveis, o esgoto deixa o córrego.

Córrego Nossa Senhora da Piedade, em Belo Horizonte, revitalizado (Foto: Fundep/Drenurbs)
Córrego Nossa Senhora da Piedade, em Belo Horizonte, revitalizado (Foto: Fundep/Drenurbs)
Revitalizados, os rios e córregos podem, inclusive, ser aproveitados como áreas de recreação e lazer. Fica provado que reconhecer que os cursos d’água são fonte de vida, e não depósitos de lixo e esgoto, e agir de acordo com esse pensamento é garantia de uma melhor qualidade de vida.

Mas a revitalização só é possível com investimento em saneamento básico. Para tanto, a instalação de interceptores, que são canos que impedem que o esgoto caia nas águas dos córregos e rios, faz-se necessária. Com os interceptores, o esgoto é conduzido a estações de tratamento e a água, limpa, volta ao curso d’água.

Outras medidas necessárias à revitalização dos córregos e rios são o combate a erosões, o plantio de vegetação nas margens dos cursos d’água, assim como a remoção das famílias dos locais suscetíveis a inundação. É também preciso resguardar a área de inundação natural do rio, evitando que, na época das cheias, a população corra o risco de ter suas casas invadidas pela água.

A educação ambiental e a consciência ecológica também devem ser trabalhadas. Não adianta revitalizar um rio se uma cultura de destruição e descaso com relação ao meio ambiente é mantida. O Projeto Manuelzão já tem conquistado algumas vitórias nesse sentido. Muitos Núcleos Manuelzão foram formados em função desse debate pela revitalização e já se percebe uma mudança de mentalidade das comunidades.